Minha avaliação: 74/100
Começo sofrível. Final que poderia ter sido, de fato, um final. Apesar desse comentário inicial, tenho também boas ressalvas a fazer sobre esse livro.
Na África ancestral, Orunmilá, o maior adivinho de todos os tempos, não entende por que seus instrumentos se calaram. Nos dias atuais, um jovem jornalista se aventura pelas ruas de São Paulo, tentando fugir de uma missão que não deveria ser sua. No primeiro livro da série Deuses de dois mundos, Ogum, Xangô, Oxóssi e Oxum se unem a gente do nosso tempo para resgatar os 16 príncipes do destino, numa narrativa que preserva toda a sensualidade e violência original dos mitos africanos dos orixás.
(Resenha livre de spoilers)
O livro é dividido entre duas histórias, e os capítulos intercalam essas narrativas, de forma que se torna claro que, em certo momento, elas irão se encontrar. Os capítulos ímpares são escritos em forma de e-mail pelo New, enquanto os pares são narram a aventura de Orunmilá e de seus companheiros na busca de derrotar as Iá Mi, em um outro mundo paralelo ao nosso, onde os homens ainda veneram e recebem a ajuda dos orixás.
Vou ser sincera, esse livro demorou para me prender. Acho que passei quase um mês negligenciando a leitura, até que finalmente conseguisse me interessar pelo que acontecia. Por se tratar de uma mitologia que não é conhecia pela grande parte da população, como a grega ou a nórdica, os termos e o próprio mundo retratado são complicados, e o autor não faz nenhum esforço para ajudar o leitor a se situar nesse novo espaço místico.